skip to Main Content

A empatia pode criar uma revolução, a chamada revolução das relações humanas.

Conseguir se colocar no lugar do outro, é uma tarefa árdua de ser praticada em nossas rotinas. A dificuldade, mora no fato de que a empatia está diretamente ligada a instintos básicos como: julgar, reagir, impor nosso ponto de vista e responder instantaneamente.

A busca interior, altamente introspectiva, segue como a melhor forma de nos entendermos e olhar para dentro e buscar o autoconhecimento. Concordo! Afinal a introspecção é essencial para a autorreflexão e compreensão. E, creio que é preciso também considerar o exterior, o coletivo, e harmonizá-los. Segundo Roman Krznaric, filósofo australiano, autor do livro Empathy, A Handbook for Revolution e um dos fundadores do Museu da Empatia – empathymuseum.com, a introspecção deve ser equilibrada com a “outrospecção”, que seria a ideia de descobrir quem você é, e como é viver fora de si mesmo, para descobrir a vida de outras pessoas e culturas. Exercício interessante, neste momento, onde o chamado para olhar além de si e da própria experiência é de alta relevância.

Estaria na empatia, a chave para a pandemia?

Acredito que pandemia é tempo de empatia, habilidade social inigualável geradora de conexão, colaboração e prática da escuta ativa. Diz John Donne: “Nenhum homem é uma ilha, sendo cada indivíduo um pedaço do continente, uma parte do todo”.
O autor consagrado do tema Inteligência Emocional, Daniel Goleman, divide empatia em 3 tipos, embora seja conhecida como atributo único:

– Empatia Cognitiva: habilidade de entender o ponto de vista da outra pessoa.
– Empatia Emocional: habilidade de sentir o que o outro sente.
– Preocupação Empática: capacidade de sentir o que o outro precisa de você.

Considero a prática da empatia o fundamento mais poderoso na revolução das relações humanas, onde estamos saindo de “uma era de mudanças, para uma mudança de era”. E temos a necessidade, de performar e obter resultados extraordinários em nossas relações. É necessário ampliar conexão emocional, abertura ao novo, entender que existem diferentes visões válidas sobre o mesmo ponto de vista, e urge evitar vieses de julgamento. Sem mais. Pandemia = empatia!

Por Luiza Ghisi